O planejamento tributário para 2026 já faz parte da agenda das empresas. Projeções, revisão de custos, definição de metas e organização do fluxo de caixa estão em andamento. No entanto, um ponto ainda é frequentemente subestimado nesse processo: a forma como os passivos tributários podem, e devem, ser tratados de maneira estratégica.
O Acordo Paulista, vigente até fevereiro de 2026, surge nesse contexto como uma ferramenta que vai além da simples regularização de débitos. Quando analisado sob uma perspectiva jurídica e estratégica, o programa pode influenciar diretamente a saúde fiscal da empresa e sua capacidade de planejamento para o próximo ciclo.
O programa oferece condições relevantes, como descontos, parcelamentos diferenciados e, em determinadas hipóteses, a possibilidade de utilização de créditos e precatórios. Contudo, o verdadeiro potencial do Acordo Paulista não está apenas nos benefícios previstos no edital, mas na forma como esses mecanismos são integrados à realidade financeira, operacional e jurídica de cada empresa.
Uma análise técnica permite avaliar, por exemplo, qual modalidade de adesão é mais adequada, como a renegociação impacta o fluxo de caixa ao longo do tempo, quais riscos fiscais podem surgir e quais oportunidades não são evidentes em uma leitura superficial do programa.
Decisões tributárias não são meramente operacionais. Elas possuem caráter estrutural e afetam a previsibilidade, a governança e a sustentabilidade do negócio. Por isso, integrar o Acordo Paulista ao planejamento tributário de 2026 exige visão estratégica, cautela jurídica e compreensão aprofundada do cenário normativo.
Mais do que resolver pendências do passado, o planejamento adequado permite reposicionar o futuro fiscal da empresa, com mais segurança, eficiência e coerência com seus objetivos de longo prazo.

